quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Quando tudo começou
O processo de fusão e aquisição começou no Brasil de forma tímida, no início dos anos 90, época em que a inflação brasileira estava fora de controle, o que muitas vezes impedia transações. Porém a partir de 1994, com o Plano Real, o mercado de fusões e aquisições começou a deslanchar.
As fusões e aquisições tem a finalidade de juntar forças para atuar em outras áreas, se expandir geograficamente, ganho na escala de produção, busca de sinergias financeiras e tecnológicas,dentre outras coisas mais.
Entre muitas empresas, podemos citar grande transações como Kolynos, Banco Real, Banespa, Ambev, e as mais atuais, BRF e a aquisição do Ponto Frio, pelo Grupo Pão de açúcar.
Para obter sucesso, é preciso que a comunicação entre as empresas seja feita de maneira correta, pois quando uma empresa se junta a outra, ou quando é feita uma aquisição, as duas organizações possuem diferentes culturas, regras e costume, e é necessário muito cuidado para fazer essa transação.
A diretoria deve deixar seus funcionários informados e seguros sobre o emprego, caso contrário, muitas pessoas passam a se sentir desmotivadas, sem saber o futuro que terão dentro da empresa, com a situação de fusão ou aquisição.
Nesse ano, o mercado brasileiro de F&A sofreu uma queda com relação ao mesmo período do ano passado (primeiro semestre). Segundo uma pesquisa que foi divulgada, nos primeiros meses foram feitas 252 transações, 26% a menos que ano passado.
Segundo o estudo, "O mercado continua operando com cautela, com as empresas e investidores atuando de forma seletiva e buscando oportunidades de aquisições para fortalecimento de posicionamento de mercado".
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Adeus Pinguim!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Integração tem nome!
Nos últimos anos, não é difícil ouvir sobre a aquisição de instituições financeiras, mas é fácil perceber o quanto isso interfere na identidade dessas organizações e na forma como seus colaboradores a percebem. O grupo Santander, buscou amenizar esse impacto por meio de seu desenvolto vice-presidente. Portela estabeleceu uma rotina de visitas freqüentes ao Brasil. Hoje, ele pode ser visto duas semanas por mês nos escritórios do banco no país sua principal função é garantir que a operação brasileira funcione dentro das políticas e diretrizes do Santander.
Esse foi o grande desafio que o grupo encontrou, pois sua imagem de agressividade e centralização era oposta ao do recém adquirido Real, que sempre levantou a bandeira da sustentabilidade e era acompanhado pela matriz a distância. Nesse caso, a decisão do grupo foi alinhar o que havia de melhor nas duas empresas e formar um novo Grupo Santander, ainda agressivo, mas pensando na sustentabilidade. Essa nova cultura foi implementada por Portela, que buscou sempre agir com tranqüilidade e transparência, pois sabia que o desafio era não alarmar os colaboradores e fazer com que eles compreendessem essa nova diretriz da empresa. A previsão é que o processo de integração esteja completamente concluído no segundo semestre de 2010, quando a marca Real deixará de existir.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Excelência x Abrangência
Caminho mais adotado pelas empresas a fim de escaparem da crise e alcançarem posições cada vez mais elevadas no mercado, as fusões e aquisições apresentam o desafio de integrar as culturas organizacionais em âmbito interno como uma questão determinante.Como exemplo de processos de unificação turbulentos, podemos citar a fusão entre o Bank Boston e o Itaú em 2006. A transação de US$ 2,2 bilhões envolveu um projeto de comunicação interna considerada muito bem sucedido para receber os funcionários do Boston, os quais foram pegos de surpresa pela negociação relâmpago – a transição completa ocorreu no espaço de tempo de 15 dias. Foram utilizados adesivos nos elevadores, crachás, kits com a visão do Itaú e até mesmo reuniões com o próprio presidente do Boston.
Contudo, todas as ações não foram capazes de conter as conseqüências da junção de culturas tão diferentes. Nem mesmo os US$ 10 milhões que o Itaú havia reservado para aplicar na retenção de talentos do Boston. O fato do banco americano ser conhecido por seus clientes e serviços de elite e por pagar salários acima da média do setor fez circular a gozação: "Passagem de Metrô em São Paulo: 2 reais e 10 centavos. Bilhete múltiplo para 10 viagens: 20 reais. Ver os funcionários do BankBoston descendo na estação Conceição para trabalhar no Itaú: não tem preço".
Enquanto isso, dentro da nova organização, o objetivo inicial de converter o expertise do Boston em agilidade e excelência no atendimento do Itaú foi se perdendo aos poucos. Muitos executivos altamente qualificados passaram a receber tratamento inferior, e passados 3 anos da fusão, menos de 70% dos antigos funcionários permaneceram no Itaú.
Concluímos, portanto, que por mais difícil que seja, em cenários como este é papel do comunicador buscar as melhores formas de minimizar o choque entre as culturas e garantir um alinhamento entre as diretrizes dos negócios.
Fontes:
Revista Época
sábado, 29 de agosto de 2009
O colaborador durante o processo de Fusão & Aquisição
Durante a aula de Gestão da Comunicação Interna desta semana, desenvolvemos o tema "Fusões e Aquisições" e suas implicações.
É certo que assim que sua empresa anuncia este tipo de transação, você pensa em 4 possibilidades:
opção 1: que sua cabeça irá rolar
opção 2: aqueles cortes, que há anos você ouve seus colegas discutindo na salinha de café, irá se concretizar (e você estará no meio)
opção 3: caso você fique, o que será que vai acontecer? Quem vai ser seu gerente? E aquele seu projeto que você vinha desenvolvendo a vários meses com o seu gestor? Vai pro brejo?
opção 4: gestão finlandesa de trabalho? Eu hein...!
O tema é bem "delicado" e, além de vir acompanhado de grandes dúvidas, a ansiedade e a incerteza tomam conta dos colaboradores e eles precisam extravasar esses sentimentos de alguma forma: conversas de corredor, medo de demissão, sofrimento por antecipação e etc.
opções 1 e 2: Antes que um colaborador cogite a idéia, ele precisa saber qual posição que a empresa tomou frente a toda situação. Mesmo que difícil, o board da empresa precisa se expressar o mais rápido possível sobre os porquês desta operação e principalmente sobre a política de demissão a ser adotada. Isso diminuirá (parcialmente) a ansiedade e auxiliará o colaborador a enxergar a mudança como uma coisa boa, e não somente como um monstro devorador de empregos;
opção 3: mantido o emprego, o colaborador precisa entender qual será a sua função neste novo contexto. A comunicação deve auxiliar na redefinição das equipes e a prioridade nos projetos. É neste momento que você deve mostrar-se, mais do que nunca, empenhado no trabalho. A reestruturação pode oferecer uma maior visibilidade e aquela tão esperada promoção pode acontecer, segundo a matéria da Veja;
opção 4: ainda falando sobre a reportagem da Veja, o choque cultural nas F&A pode acabar criando certa antipatia e rejeição pelos que foram “adquiridos”. A imposição de cultura gera sentimento de dominação e torna o processo de aceitação mais complicado. É nesta hora que comunicação entra com o papel de integrar a cultura das duas empresas. Colaboradores de lá precisam entender que não são somente os "compradores" e "superiores" da historia. Os colaboradores daqui precisam enxergar os que estão vindo como aliados e não como ameaças. Este valor de um só grupo precisa estar difundido na cabeça de todos.
Mudanças só são bem aceitas quando há uma preparação e boa estratégia de comunicação e neste, nós RP's, temos muito o que fazer e colaborar nestes casos!
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Quedois duque
e aquisição
Foi fusão ou aquisição? Fosa-se, que eu estou me aquisindo para tudo isso
pois ainda não sei
Então de que me vale, vale-real-sadia-petropeira?
Enfim, que
tem de lá que fala na cultura
que tem de cá que fala no processo
E eu lá quero saber de processo?!
Eu 'tô é bem pocesso, de saco
cheio: só me pisam no freio, freio,
meio creio, mas credo!... (lá vem o chefe-prego)
E não me falam, poxxa!
Pois falem, alto
se for o caso assim
me ouçam
E parem com essas gotas pulverizadas
do grande mar que já está p'ra arrebentar na costa
Minha nossa, sua
Meu crachá, cadê o acesso?!
Oxente!, eu sabia: tem bilhete azul na
mesa
rosa-choque
E olha que ontem mesmo eu a enfeitei
com bonina
ímã
e grampo no lugar
a receber os espanhóis
De que importa, porém, se nas touradas
só vale o presidente
se achando sorridente,
o tal
Mal sabe ele que a próxima costa é dele
Delega, ele e ela
minha e tua
Rua
E nem adianta cor de rosa-choque
Maravilha-de-forquilla
Ímã ou caneta no lugar,
que tudo aqui nesse pulgueiro
parece
bagunçar, e bagunçar e bagunçar...
Esqueceram de mim
dois.
Os dois para pensar
E tudo o que fazem é cultura
é processo.
Chatura
e caguesso
Cadê eu, dois?!
segunda-feira, 20 de julho de 2009
O gigante da Internet
Para quem não sabe Twitter é a mais nova ferramenta da internet, uma rede social que possibilita que as pessoas fiquem ligadas umas as outras por meio de mensagens, acompanhando aquilo que o próprio usuário escolhe.
Essa nova ferramenta de comunicação chega para expandir ainda mais informações do mundo todo, mais um meio para as empresas aproveitarem a divulgação institucional ou de seus produtos e serviços.Além dos próprios usuários comuns que se identificam com as mensagens postadas, descobrem novos assuntos e temas, entre uma série de outras direções a serem abordadas pelo Twitter.
O Google, aos poucos, monopoliza o mercado internauta com suas aquisições, e o mais curioso é que as pessoas não precisam se adaptar a nova empresa adquirida porque ela é utilizada da forma como foi criada. Lógico que conceitos e valores são incorporados aos novos funcionários que administram e cuidam do Twitter, mas é uma forma mais flexível do que compara a aquisição de bancos, já que estes adotam posturas totalmente diferentes para atender seus clientes e colaboradores envolvidos, tendo de se adequar a uma nova empresa que surge. Já no mundo da internet, cada ferramenta tem características muito próprias, que ao passar do tempo sofrem apenas pequenas melhorias para atender melhor as necessidades dos usuários.