sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Adeus Pinguim!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Com o atrativo de aumentar a quantidade de lojas e crescer em quatro Estados brasileiros onde não possui representatividade, o Grupo Pão de Açúcar anunciou a compra da rede Ponto Frio. Essa aquisição trouxe o grupo para a liderança do varejo novamente. O presidente do conselho Abílio Diniz afirmou: "Aquisição é
oportunidade. Definimos há cinco anos a estratégia de crescer em não alimentos.
A compra da Ponto Frio aconteceu, o planejamento de crescer já existia, mas não
foi necessariamente baseado nessa compra".
Apesar da grande representativade que a aquisição trouxe, alguns problemas poderão ser encontrados no meio do caminho: "Eles perderam muita gente boa que deixou de acreditar no projeto porque os controladores pararam de investir no negócio anos atrás", diz um ex-diretor do Ponto Frio.

O desafio está presente! Além da criação de uma sintonia entre as duas organizações, o Grupo Pão de Açúcar torna-se responsável pelo modelo de gestão da comunicação interna. Essa nova gestão inclui duas culturas muito diferentes e a necessidade de um canal para ouvir questionamentos dos colaboradores é de grande importância para o sucesso da aquisição.

O importante para essa situação é motivar os colaboradores do Ponto Frio para um novo momento e criação de uma nova cultura. Desta maneira, seria possível visualizar duas fortes culturas e juntá-las para a criação de uma nova.

domingo, 31 de maio de 2009

BRF, muito prazer

domingo, 31 de maio de 2009
Por Paulo Nassar

"Marcas nascem e morrem. E quando isto acontece, é preciso, como as pessoas, celebrar os ritos de luto e de nascimento, passagens de dor e de alegria. Comportamentos rituais para os que chegam e para os que partem.Nos próximos dias, milhões de brasileiros, consumidores ou não, assistirão ao passamento das marcas Sadia e Perdigão e o nascimento da ainda desconhecida BRF, Brasil Foods, resultado da fusão das duas tradicionais marcas, casamento forçado, coisa da crise financeira internacional.Depois de operações em derivativos mal sucedidas e um prejuízo de R$ 2,5 bilhões, a Sadia de caçadora da Perdigão, virou caça.O que se tem é uma aquisição, cujo controle tem um peso maior de acionistas da Perdigão, 68% da nova empresa. Portanto, a Sadia foi a adquirida. E assim é. O mundo dos negócios é cruel, inclusive com os comunicadores, que são forçados a despejar no lixo os atributos intangíveis de marcas históricas, como neste caso no segmento de alimentação. Agora o Peru da Sadia comerá o mesmo milho do Chester da Perdigão. As mortadelas serão igualmente magras e o que era concorrência se transformará em homogeneidade para os consumidores.Não há novidade nesta história, o rolo compressor da lógica financeira já derreteu outras marcas e histórias empresariais brasileiras e internacionais. As marcas "business-to-consumer" mais tradicionais do segmento de alimentação brasileiro se dobraram ao enfoque econômico, aos argumentos logísticos entre outros. Os valores de marca tão mitificados pelos magos do branding são reduzidos ao cabalístico número zero. O poderoso mercado vai ficando raquítico. Talvez, um dia, teremos uma marca só na gôndola do mundo.Um grande desafio, além dos ligados à comunicação mercadológica, será explicar, convencer e alinhar os trabalhadores da Perdigão e da Sadia em relação ao novo ideário organizacional: uma nova identidade, outra missão, mais uma visão. O pessoal do chão de fábrica é pouco seduzido pela retórica administrativa e as fusões são casamentos que muitas vezes viram divórcios, com perdas para todos os interessados, que são os consumidores, concorrentes e autoridades de defesa da concorrência, quase todos preocupados com monopólios, esses senhores de ofertas e preços. Os empregados querem sinais de que não virarão fumaça, o que interessa muito também aos fornecedores, distribuidores e políticos. Fábricas fechadas significam menos clientes, menos impostos, menos votos e mais fome e delinqüência.Sadia e Perdigão resultam em uma megaempresa, cuja soma do faturamento é de R$ 22 bilhões, R$ 9 bilhões anuais em exportações, movido por um exército de 119 mil funcionários. Nos próximos dias, inicia-se a batalha de comunicação publicitária e de relacionamento com o objetivo de convencer a sociedade brasileira, autoridades, fundos de investimentos, imprensa, comunidades, trabalhadores e sindicatos, entre outros , que a BRF é mais do que uma logomarca bonita. A atriz Marieta Severo estrelará a publicidade. O cotidiano, sem o glamour da atriz e os efeitos da televisão, ficará com os comunicadores nas fábricas, nos escritórios, nas comunidades, nas finanças e nas relações governamentais. Aí, nesses terrenos minados, que veremos o valor da nova marca."

Fonte: Terra Magazine
 
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